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As tecnologias de cartões e dispositivos (e.g. telemóvel) contactless, que funcionam por radiofrequência (também conhecida por RFID) têm evoluído muito nos últimos anos, sobretudo pela criação de standards e normas internacionais, como é o exemplo do ISO-14443, impulsionado originalmente pelo projecto europeu CALYPSO. Das muitas tecnologias em utilização, destacam-se duas: a tecnologia Mifare, associada ao ISO-14443/A e, a tecnologia CALYPSO associada ao ISO-14443/B. Mais recentemente a norma NFC (Near Field Communication), baseada no ISO-14443, também está em fase de standardização, e permite a extensão do contactless, do mundo dos cartões para o mundo dos telemóveis. Finalmente a própria norma EMV (Europay, Visa e Mastercard), começou a incorporar, também baseado no ISO-14443, uma futura norma denominada EMV-Contactless. Uma das áreas onde, a nível mundial, a generalização destas tecnologias tem sido conseguida pelo seu efeito massificador, são os Transportes Públicos, particular na aplicação da bilhética, do qual o sistema LisboaViva é um exemplo. Estes sistemas, têm, gradualmente passado a ser desenhados segundo modelos que permitem a utilização dos cartões noutros serviços, como por exemplo, parqueamentos, escolas, recintos desportivos, e todo o tipo de serviços ao dispor dos habitantes de uma cidade, recorrendo a dispositivos como os cartões, mas também os telemóveis, entre outros.  As decisões relativas aos sistemas de bilhética tem sido historicamente fortemente baseadas no custo dos cartões, aspecto em que a tecnologia proprietária Mifare se tem revelado bastante mais atractiva do que a tecnologia CALYPSO, fundamentalmente pelo facto de tendo sido a primeira, ter por isso uma implantação de maior volume o que permite preços aparentemente mais interessantes, ainda que para níveis de funcionalidade e segurança mais baixos. As recentes noticias de quebra de segurança destes cartões Mifare, vem confirmar que esta situação pode tender a modificar-se. Por outro lado, dentro da família tecnológica CALYPSO desenha-se uma tendência para o claro embaratecimento dos cartões, por aumento do volume, sem que isso represente perda de características tecnológicas e de robustez em matéria de segurança.
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